Este é o resultado de um estudo levado a cabo por um investigador canadiano que mediu a capacidade das cidades mundiais com mais de 600 mil habitantes mitigarem e adaptarem-se aos efeitos das Alterações Climáticas, com Curitiba e Barcelona a classificarem-se em 2º e 3º lugar respectivamente.

Foram ontem apresentados no sítio web da Triple Pundit - uma empresa que mede o sucesso das companhias baseado no seu desempenho económico, ecológico e social  - os resultados de um inovador ranking ambiental das cidades mundiais.

O estudo foi levado a Cabo por Boyd Cohen, investigador que é director da empresa canadiana CO2 Impact - que promove o Desenvolvimento Sustentável na América Latina através de projectos de compensação das emissões de carbono - e analisou as cidades mundiais com mais de 600 mil habitantes no que diz respeito à sua capacidade de mitigar e adaptar-se aos efeitos das Alterações Climáticas.

A análise fez-se com base em indicadores como o compromisso político, as emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) e os respectivos objectivos de redução, e ainda a área ocupada pelos espaços verdes.

O ranking é liderado pela cidade de Copenhaga (Dinamarca), por exibir compromisso político, por 40% dos seus habitantes se deslocarem para o local de trabalho de bicicleta e por se apresentar como a primeira capital mundial a neutralizar as suas emissões, o que deverá acontecer em 2025.

O segundo lugar pertence a Curitiba, cidade brasileira que se destaca por, a par de Copenhaga, ser a cidade com menores emissões de GEE per capita (2.1 toneladas), a segunda no que diz respeito à quota de energias renováveis (82%), por ter encontrado uma solução ideal para o risco de submersão em caso de subida do nível do mar através da criação de 20Km2 de áreas verdes adjacentes aos seus canais, e ainda por ter criado a primeira rede de transporte urbano rápido do mundo.

Barcelona (Espanha) ocupa o 3º lugar, por ter sido a primeira cidade a explorar de forma categórica o potencial da energia solar térmica obrigando todos os novos edifícios a incorporar equipamentos que conduzam ao seu aproveitamento, sobretudo sob a forma sistemas de aquecimento solar térmicos, destacando-se também pelo planeamento no que diz respeito à adaptação às Alterações Climáticas.

A 4ª e a 5ª cidades mais resilientes são respectivamente Estocolmo (Suécia) e Vancouver (Canadá), sendo que na 2ª metade do Top 10 figuram cidades como Paris (França), São Francisco (EUA), Nova Iorque (EUA), Londres (Reino Unido) e Tóquio (Japão), nesta mesma ordem.

Fonte: Naturlink

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