Durante a conferência organizada em Argel, representantes dos governos africanos apelaram para que Londres não corte financiamentos à agência da ONU, Unido.

Os participantes da conferência da Organização para o Desenvolvimento Industrial da ONU, Unido, que reúne os ministros da indústria dos países africanos e chefes de delegações dos 42 países do continente, em Argel, capital da Argélia, apelaram esta sexta-feira ao Reino Unido para reconsideram a decisão de cortar os fundos para a Unido.

Os participantes entendem que a decisão britânica, tornada efectiva a partir de Janeiro de 2013, irá "abrir um precedente prejudicial aos interesses da Unido. Além disso, a medida envia um sinal negativo forte aos Estados-membros e a outros que pretendem juntar-se ao organismo".

Responsabilidade comum

De Argel saiu um apelo ao governo do Reino Unido para que "continue a sua participação activa na Unido e permaneça como membro integral".

A decisão britânica de cortar no financiamento tem por base um estudo do Departamento para o Desenvolvimento Internacional deste país europeu que, embora reconheça várias virtudes ao organismo da ONU, concluiu "que as actividades da Unido são limitadas e não se acompanham os objectivos do próprio Departamento britânico."

Os ministros africanos fizeram notar que, devido a uma "responsabilidade partilhada em comum, devem continuar a trabalhar dentro do espírito da solidariedade para alcançar os objectivos do sistema multirateral".

Rádio ONU

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