Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 0,39%, para os 25.776,61 pontos, e o alargado S&P500 recuou 0,28%, para as 2.856,27 unidades.

O tecnológico Nasdaq desvalorizou 0,45%, para os 7.750,84 pontos.

“Os investidores continuam a procurar determinar em que escala a guerra comercial pode afetar a sua carteira” de investimentos, analisou Ken Berman, da Gorilla Trades.

Já com cerca de um ano em vigor, a imposição de tarifas alfandegárias punitivas entre EUA e China parece por vezes interligada, com nenhum dos dois campos a querer ceder.

Hoje, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, reconheceu que os consumidores norte-americanos poderiam pagar mais caro alguns produtos, devido aos direitos alfandegários impostos às importações provenientes da China, quantificadas em 250 mil milhões de dólares (224 mil milhões de euros), ao contrário das negativas avançadas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

O embaixador da China nos EUA, por seu lado, acusou Washington de ter, por várias vezes, “mudado de posição de um dia para o outro”, o que provocou o fracasso de entendimentos suscetíveis de acabar com o conflito comercial.

Quaisquer que sejam as estratégias das partes para beneficiarem com as negociações, subsiste um “sentimento de mal-estar”, salientaram os analistas da Charles Schwab.

Pelo contrário, a ata da última reunião do banco central dos EUA (Fed) suscitou uma relativa indiferença na medida em que apareceram poucos elementos novos.

Os membros da Fed estimaram que as numerosas incertezas que afetam as perspetivas da economia norte-americana e mundial diminuíram, mesmo que persistam alguns riscos.

“A Fed está determinada a deixar as taxas inalteradas este ano”, afirmou Chris Low, da FTN Financial.

Estes comentários da Fed, relativos à reunião de 30 de abril e 01 de maio, foram feitos antes de Donald Trump ter imposto uma nova subida das tarifas alfandegárias sobre 200 mil milhões de dólares (180 mil milhões de euros) de importações provenientes da China.

Na frente das ações, os investidores sofreram com a forte desvalorização da Qualcomm, que perdeu 10,86%, depois de um juiz da Califórnia a ter acusado de “estrangular a concorrência” e condenado por práticas anticoncorrenciais no domínio dos microprocessadores para telefones móveis.

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