Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice Dow Jones Industrial Average perdeu 1,16% (299,24 pontos), para as 25.410,03 unidades, e o Nasdaq 1,23% (91,11), para as 7.330,35.

O S&P500 recuou 1,27% (35,32), para os 2.744,28 pontos.

Perante uma comissão da Câmara dos Representantes, na que foi a sua primeira audição pública no Congresso, o novo presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, apresentou um quadro muito otimista da economia norte-americana, afirmando que as suas próprias previsões de inflação e crescimento tinham melhorado desde dezembro, graças designadamente à reforma fiscal do governo de Donald Trump.

“Jerome Powell parece pronto a aumentar as taxas mais depressa do que previsto para conter a inflação e teve um discurso mais firme que a sua antecessora” Janet Yellen, disse Peter Cardillo, da First Standard Financial.

Powell parece “aberto a uma quarta subida de taxas este ano”, apesar de a Fed ter dito até agora que só pretendia fazer três, acrescentou Karl Haeling, do LBBW.

As subidas das taxas de juro encarecem os custos dos empréstimos para as empresas, o que explica o recuo observado em Wall Street.

Sensíveis às perspetivas de subida da inflação e do crescimento a longo prazo, as taxas de juro da dívida pública dos EUA subiram depois da intervenção de Powell.

A taxa das obrigações do Tesouro a 10 anos subiu para 2,899%, dos 2,862% registados na segunda-feira à noite, e a dos títulos a 30 anos passou dos 3,153% de segunda-feira para 3,163% hoje, ambas a pressionarem o mercado acionista.

A próxima audição de Powell está marcada para quinta-feira, no Senado.

Na frente macroeconómica, as notícias foram positivas, com o preço da habitação em alta em dezembro e a confiança dos consumidores a atingir em fevereiro o seu nível mais elevado desde 2000.

A destoar esteve o recuo das encomendas de bens duradouros em janeiro.

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