"Com o Presidente Filipe Nyusi e a Frelimo no poder, a manterem-se no poder no seguimento das eleições, esperamos que o Governo continue o diálogo com os detentores dos títulos de dívida soberana que começou antes das eleições", lê-se num comentário às eleições.

No comentário, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas desta consultora detida pelo mesmo grupo que também é dono da agência de 'rating' Fitch, lê-se ainda que mesmo sendo improvável um novo conflito armado, os riscos sobre o processo de paz mantêm-se.

"Os riscos sobre a estabilidade política vão continuar elevados dado que a retumbante vitória da Frelimo segue-se a vários incidentes de violência política nas vésperas das eleições e alegações de fraude eleitoral do principal partido da oposição, a Renamo", dizem os analistas.

"Mantemos a previsão de que um regresso a um grande conflito entre os dois partidos é altamente improvável, mas os riscos ao recentemente assinado acordo de paz vão persistir", alertam.

Os resultados eleitorais, anunciados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) no domingo em Maputo, deram larga vantagem à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, cujo candidato, Filipe Nyusi, foi reeleito à primeira volta para um segundo mandato como Presidente, com 73% dos votos.

A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, principal partido da oposição) já contestou os resultados e anunciou que irá apresentar hoje um recurso junto do Conselho Constitucional (equivalente ao Tribunal Constitucional), apontando alegadas irregularidades no processo eleitoral.

Também o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política parlamentar, não aceita os resultados, alegando fraude generalizada.

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