Segundo o jornal oficial em língua inglesa China Daily, venderam-se, no total, 1,78 milhões de veículos utilitários desportivos, 'minivans' e 'sedans', uma queda de 12%, face a março de 2018.

Apenas os carros elétricos registaram um aumento das vendas, na sequência da atribuição de subsídios pelo governo, com 111 mil unidades vendidas, em março, mais 100,9% do que no mesmo mês do ano anterior.

Em 2018 a venda de automóveis na China caiu 5,8%, para 22,35 milhões de veículos, no primeiro declínio anual desde 1990, coincidindo com outros indicadores negativos da economia chinesa.

Trata-se de um retrocesso para as principais construtoras do setor, que anunciaram planos de milhares de milhões de euros, visando cumprir as metas do Governo chinês para o desenvolvimento de veículos elétricos.

A segunda maior economia do mundo cresceu 6,6%, no ano passado, o ritmo mais lento em quase três décadas.

A atividade económica permaneceu robusta durante a maior parte do ano, apesar da guerra comercial que espoletou, no verão passado, com Washington, suscitada pelas ambições chinesas para o setor tecnológico.

No entanto, as exportações caíram em dezembro, refletindo os efeitos da entrada em vigor de uma segunda ronda de taxas alfandegárias nos Estados Unidos, sobre cerca de 200.000 milhões de dólares de bens oriundos da China.

A queda nas vendas faz prever que Pequim deverá reduzir os impostos ou oferecer outros incentivos à compra de automóveis.

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