No total, venderam-se 1,6 milhão de veículos utilitários desportivos, 'minivans' e 'sedans', uma queda de 17,7%, face a abril de 2018, detalhou a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

No conjunto, entre janeiro e abril, as vendas de automóveis registaram uma queda homóloga de 14,7%, para 6,8 milhões de unidades.

Em abril, as marcas chinesas foram as mais afetadas pela queda nas vendas, com uma queda homóloga de 27,9%, para 585 mil unidades.

Em 2018, a venda de automóveis na China caiu 5,8%, para 22,35 milhões de veículos, no primeiro declínio anual desde 1990, coincidindo com outros indicadores negativos da economia chinesa.

Trata-se de um retrocesso para as principais construtoras do setor, que anunciaram planos de milhares de milhões de euros, visando cumprir as metas do Governo chinês para o desenvolvimento de veículos elétricos.

A segunda maior economia do mundo cresceu 6,6%, no ano passado, o ritmo mais lento em quase três décadas.

A atividade económica permaneceu robusta durante a maior parte do ano, mas a guerra comercial que espoletou, no verão passado, com Washington, tem enervado investidores e afetado as exportações, um dos principais motores de crescimento económico do país.

Os governos das duas maiores economias do mundo impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares das exportações de cada um.

Na sexta-feira passada, os Estados Unidos subiram as taxas alfandegárias sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares de bens importados da China, agravando as disputas comerciais.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.