Segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis, entre janeiro e fevereiro venderam-se 3,2 milhões de veículos utilitários desportivos, ‘minivans’ e ‘sedans’.

Em 2018, a venda de automóveis na China caiu 5,8%, para 22,35 milhões de veículos, no primeiro declínio anual desde 1990, coincidindo com outros indicadores negativos da economia chinesa.

Trata-se de um retrocesso para as principais construtoras do setor, que anunciaram planos de milhares de milhões de euros, visando cumprir com as metas do Governo chinês para o desenvolvimento de veículos elétricos.

A segunda maior economia do mundo cresceu 6,6%, no ano passado, o ritmo mais lento em quase três décadas.

A atividade económica permaneceu robusta durante a maior parte do ano, apesar da guerra comercial que espoletou, no verão passado, com Washington, e suscitada pelas ambições chinesas para o setor tecnológico.

No entanto, as exportações caíram em dezembro, refletindo os efeitos da entrada em vigor de uma segunda ronda de taxas alfandegárias nos Estados Unidos, sobre cerca de 200.000 milhões de dólares de bens oriundos da China.

A queda nas vendas faz prever que Pequim deverá reduzir os impostos ou oferecer outros incentivos.

Nos dois primeiros meses do ano, as marcas chinesas registaram uma queda de 23% nas vendas, para 1,3 milhão de unidades, fixando a sua participação no mercado doméstico em 41,8%, uma descida homóloga de 3%.

O crescimento nas vendas de veículos puramente elétricos e híbridos, que Pequim está a subsidiar, subiu 98,9%, em relação ao ano anterior, para 148 mil unidades.

As vendas de utilitários desportivos diminuíram 18,6%, para 141.000 unidades.

JPI // JMC

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