"[O] programa de certificação tem um papel fundamental nos esforços da Total para aumentar a competitividade das empresas locais e maximizar a participação do conteúdo local no projeto", disse Benjamim Cavel, gestor de conteúdo local da Total, citado no comunicado.

O programa de certificação tem uma duração que varia entre seis e nove meses, e vai preparar as empresas para obtenção de "ISO 9001", norma internacional que certifica um sistema de gestão da qualidade.

Para o Instituto de Promoção de Pequenas e Médias Empresas de Moçambique (IPEME), a qualificação e certificação das empresas é um "importante ativo para a melhoria da sua competitividade".

"O IPEME vai continuar a trabalhar com a Total e outros parceiros em programas de certificação das nossas PME para que possam tirar o máximo partido das oportunidades oferecidas pelo projeto da Total e seus parceiros na Área 1, na bacia do Rovuma, e de outros projetos em implementação no país", afirmou o diretor-geral da instituição moçambicana, Claire Mateus Zimba.

A Total lidera o consórcio da Área 1 com 26,5%, ao lado da japonesa Mitsui (20%) e da petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC Videsh (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%) e à tailandesa PTTEP (8,5%).

O plano de desenvolvimento aprovado e em implementação na península de Afungi, província de Cabo Delgado, onde está a designada Área 1, prevê duas linhas de liquefação de gás com capacidade total de produção de 12,88 milhões de toneladas por ano (medição para a qual se usa a sigla mtpa) a partir de 2024.

Os projetos de gás natural devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia do país a crescer mais de 10% anualmente, segundo o Fundo Monetário Internacional e outras entidades.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.