Trata-se da primeira fase de venda de 7,5% do capital da HCB.

A subscrição decorre até 12 de julho e é dirigida a cidadãos e empresas moçambicanas, decorrendo o apuramento a 17 de julho e a liquidação no dia seguinte.

A admissão a cotação está marcada para 22 de julho e ainda não há data para dispersão do restante 5% de capital.

A operação vai ser liderada por um consórcio constituído pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e Banco BIG.

"A decisão dos acionistas coloca à disposição dos moçambicanos uma soberba oportunidade de adquirir ações de uma empresa próspera e saudável", naquela que será a "maior operação em bolsa" jamais realizada em Moçambique, referiu Pedro Couto, presidente do conselho de administração da HCB, durante o anúncio da operação, em maio.

Esta será a quinta OPV da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), que existe há 20 anos.

A BVM tem oito empresas cotadas e no primeiro trimestre deste ano transacionou o equivalente 9,8 milhões de euros, atingindo no final do período uma capitalização bolsista total acumulada de 1,263 milhões de euros (cerca de 9% do Produto Interno Bruto de Moçambique).

A HCB tem vendas fixas contratadas de 1.100 megawatt (MW) por ano à elétrica sul-africana Eskom, 300 à Eletricidade de Moçambique (EDM) e 50 à companhia elétrica estatal da Zâmbia (Zeza).

Entre os destaques recentes apresentados pela administração está o aumento de receitas em cerca de 43% em 2018, resultado da revisão em alta dos preços acordados com a África do Sul.

A HCB acena ainda aos investidores com um histórico de lucros, um balanço praticamente livre de quaisquer ónus e uma política de dividendos que distribui 25% dos resultados pelos acionistas.

Situada no rio Zambeze, na província de Tete, centro de Moçambique, a barragem de Cahora Bassa - sobre a qual assenta a empresa - é a maior da África Austral, cuja construção foi iniciada em 1969, ainda no período colonial, e que entrou em operação em 1977.

O Estado detém 85% das ações da HCB, 7,5% pertencem à redes Energéticas Nacionais (REN), empresa de transporte de energia de Portugal e outros 7,5% são ações próprias.

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