"A CCIE reitera que a construção do modelo moçambicano de Fundo Soberano deverá ter em linha de conta padrões internacionais já estabelecidos e consolidados", indica a coligação, numa carta aberta que distribuiu hoje à imprensa.

A entidade deve ser orientada por princípios de rigor, independência e transparência, prossegue a nota.

A plataforma de ONG defende que o processo de instituição do fundo deve ser antecedido de uma participação pública ampla e inclusiva.

O fundo deve gozar da mais larga e segura independência perante o executivo, visando reduzir a vulnerabilidade da entidade em relação a pressões do Governo.

"A natureza pública de tal entidade impõe, naturalmente, a publicidade de todas as suas operações económico-financeiras, nomeadamente das auditorias [internas e externas] relatórios e demais documentos relevantes de gestão", diz a carta.

A CCIE assinala que o desenvolvimento dos projetos de gás natural em Moçambique vai gerar 235 mil milhões de dólares (207 milhões de euros) nos próximos 30 anos.

Aquela organização saúda a criação do fundo, defendendo que a decisão vai permitir uma maior diversificação da economia e da carteira de investimentos do país.

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