Portugal é país mais representado na maior exposição empresarial e comercial do país, a seguir a Moçambique (com 489 expositores), ocupando um pavilhão de 850 metros e ainda tendo mais 41 empresas portuguesas ou de capitais portugueses fora do pavilhão.

No ano passado Portugal teve cerca de 90 presenças, chegando este ano às 95, como explicou hoje à Lusa o diretor do escritório da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) em Maputo, Fernando Carvalho.

Das empresas presentes na FACIM (de 30 de agosto a 05 de setembro) cerca de 60 por cento vêm de Portugal, “em busca de oportunidades de negócio” e as restantes já operam em Moçambique, precisou.

São empresas de áreas tão variadas como equipamentos de som ou ambiente, energia ou construção civil, informática ou saúde, às quais se juntam as associações empresariais de Leiria, Santarém, Aveiro, bem como a Associação Nacional de Empresas de Metalurgia e Metalomecânica.

A Administração do Porto do Douro e Leixões, disse Fernando Carvalho, vai estar também em Maputo, com o objetivo de estabelecer parcerias com portos de Moçambique e “divulgar oportunidades de exportação para Portugal e Europa via porto de Leixões”.

“A FACIM, como o único evento de dimensão significativa em termos empresariais, é um momento para reafirmar a presença portuguesa aqui, mostrar que estamos em força, e também uma oportunidade para as empresas portuguesas que têm o mercado moçambicano como objetivo virem aqui mostrar-se e terem contactos com a realidade”, considerou o representante do AICEP.

A FACIM “é o momento certo” para “estabelecer relações comerciais” e “encontrar parcerias”, disse Fernando Carvalho, acrescentando que pequenas e médias empresas podem beneficiar da feira.
O responsável disse que “neste momento a conjuntura é favorável a Portugal”, porque as relações entre os dois países são muito boas, lembrando que Portugal foi o maior investidor em Moçambique no primeiro semestre deste ano, com 58,9 milhões de dólares (46,3 milhões de euros), à frente da Itália, Espanha, China e África do Sul.
No número de projetos, Portugal ficou em segundo lugar, com menos um projeto de investimento do que a África do Sul (18 projetos, contra 17 de Portugal).

No ano passado Portugal foi o segundo maior investidor, a seguir à Noruega, e as exportações para Moçambique aumentarem um terço. Mais de 200 empresas portuguesas (ou moçambicanas mas com capitais portugueses também) operam atualmente em Moçambique, com o setor financeiro a liderar, seguindo-se a hotelaria e negócios.

“O AICEP tem trabalhado para estimular os empresários e mostrar as vantagens deste mercado”, que é “estruturado e regulado” e “uma boa porta de entrada para a região” sem entrar no mercado “extremamente competitivo que é o sul-africano”.

Com o segundo dia do certame dedicado a Portugal (o secretário de Estado do Comércio, Fernando Serrasqueiro, estará presente), a FACIM realiza a 46.ª edição com mais seis países do que os oito de 2009.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

Lusa

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