Para já, a empresa canadiana, baseada no Senegal, faz auscultações às populações, mas antes do final do ano pretende abrir os primeiros poços de prospecção do petróleo.

A empresa mandou a Bissau peritos que vão recolher as preocupações das populações que vivem em zonas ribeirinhas de Cacheu, Bolama, Biombo e Bissau.

A ideia é saber daquelas populações o que gostariam de ver constar no estudo do impacto ambiental que a empresa terá que fazer antes de se lançar no trabalho de perfuração dos poços onde se acredita existir petróleo.

Fontes guineenses ligadas ao processo, dizem que a perfuração poderá ocorrer no mês de Agosto ou Setembro deste ano.

Para já, nas consultas com os representantes estatais e comunitários das quatro regiões guineenses, a empresa canadiana ouviu preocupações como: qual o procedimento em caso de derrame de crude? já que se sabe que o produto pode afectar toda a zona ribeirinha; como vai ser tratado o lixo que sairá das perfurações e, sobretudo, que compensação financeira receberão aquelas populações que vivem apenas da agricultura e da pesca.

Os representantes da empresa canadiana disseram que tomaram notas e que estas preocupações vão constar do estudo do impacto ambiental e terão respostas claras.

A Guiné-Bissau dispensou 46% do seu território marítimo para constituir a ZEC e o Senegal 54%.

Em caso de descoberta do petróleo na zona, o Senegal ficará com 85% das receitas e a Guiné-Bissau com 15%.

Mais pormenores com o nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.


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