Aquele importante indicador da segunda maior economia mundial registou um aumento homólogo de 5%, em maio, depois de ter crescido 5,4% no mês anterior.

Trata-se do ritmo mais lento desde fevereiro de 2002, quando cresceu 2,7%.

A produção industrial é utilizada pelas estatísticas chinesas para medir a atividade das grandes empresas, com receitas anuais superiores a 20 milhões de yuan (2,5 milhões de euros).

O investimento em ativos fixos, que inclui os gastos com imóveis, infraestrutura ou maquinaria, cresceu 5,6%, entre janeiro e maio, em comparação com o mesmo período do ano anterior, depois de ter subido 6,1%, no período entre janeiro e abril.

O aumento das vendas a retalho, o principal indicador do consumo privado, fixou-se em 8,6%, depois de ter crescido 7,2%, em abril, no ritmo mais lento desde maio de 2003.

No entanto, aquela subida permanece abaixo do aumento homólogo de 8,7%, registado em março.

Os dados, divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas chinês, sugerem um impacto da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, que se tem vindo a agravar.

A ascensão ao poder de Donald Trump em Washington ditou o despoletar de disputas comerciais, com os dois países a aumentarem as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um.

A liderança norte-americana, que teme perder o domínio industrial global à medida que Pequim tenta transformar as firmas estatais do país em importantes atores em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial ou robótica, acusa a China de práticas comerciais injustas.

Em maio, Trump subiu para 25% as taxas alfandegárias sobre o equivalente a 200 mil milhões de dólares de bens importados da China.

O líder norte-americano ameaça agora impor taxas alfandegárias sobre os restantes bens oriundos da China, afetando um total de 300.000 milhões de dólares em importações, caso os dois lados não cheguem a um acordo durante a cimeira do G20, que decorre em Osaca, no Japão, no final deste mês.

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