As taxas de juro indicativas mais baixas para qualquer empréstimo são de 28%, cerca de dez vezes mais que a taxa de juro média paga pelas empresas aos bancos em Portugal, em 2017, segundo a base de dados Pordata.

"As grandes necessidades de financiamento do Tesouro [moçambicano], combinadas com uma orientação monetária restritiva para estabilizar a inflação, continuam a pressionar as taxas de juros", alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O retrato é feito no mais recente relatório sobre o país, publicado na última semana.

A situação "diminui a disponibilidade de crédito para o sector privado - particularmente para as pequenas e médias empresas - afetando a atividade económica, emprego e condições socioeconómicas", conclui.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que organiza o encontro em parceria com o Governo, espera que sejam analisadas "facilidades de financiamento para o setor empresarial", sugerindo um Fundo de Garantia Financeira, sem, no entanto, especificar os seus termos num comunicado que antecipa o XV CASP.

O Presidente da República, Flipe Nyusi, vai participar na sessão de abertura.

O papel do Estado como promotor de um bom ambiente de negócios é outro assunto que encabeça a lista de temas a debater.

Faz também parte do programa a forma como o setor privado poderá interligar-se aos grandes projectos da indústria extrativa.