“A central vai entrar em funcionamento no mês de Fevereiro”, refere a edição de hoje do jornal Notícias, ao citar Luís Amado, porta-voz da EDM.

O investimento equivalente a 67 milhões de euros resulta de uma parceria entre a empresa Scatec Solar (52,5%), o fundo estatal norueguês Norfund (22,5%) e a Eletricidade de Moçambique (EDM) (25%).

Uma área de 170 hectares está ocupada por painéis solares que vão produzir electricidade, enquanto que a EDM vai comprar a energia produzida, com capacidade para abastecer 175 mil agregados familiares, e distribuí-la pela rede eléctrica nacional.

Segundo um relatório da empresa pública de electricidade a que a Lusa teve acesso no arranque da obra, há um ano, a central vai ajudar a colmatar a falta de resposta da rede elétrica na metade norte do país e ao mesmo tempo promover o desenvolvimento da região de Mocuba.

Prevê-se que o empreendimento tenha um tempo útil de vida de 25 anos e que cubra 85% do consumo anual de energia da região onde vivem 216 mil pessoas, mas só 8% dos agregados tem eletricidade.

Dos 76 milhões de dólares de investimento (67 ME), 14 milhões foram entregues pelos sócios, sete milhões resultam de donativos e 55 milhões através de dívida - negociada com o Banco Mundial, a iniciativa Fundos de Investimento do Clima e o departamento britânico de desenvolvimento internacional.

O Governo norueguês vai apoiar o Estado moçambicano e cobrir a participação de 25% da EDM.

O Governo apresentou em Setembro de 2017 a carteira de projetos de energias renováveis com a qual pretende garantir o acesso universal a electricidade no país até 2030.

Prevê-se electrificar cerca de 300 vilas com recurso a energia hídrica a que se deverão juntar outros tantos projetos de energia solar, de acordo com dados do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.