“[A economia] não cresce a um ritmo significativo há mais de uma década, enquanto empregos estão a ser criados a taxa de desemprego está a acentuar-se, a recuperação da economia parou enquanto a escassez de energia persiste”, disse o chefe de Estado, no parlamento, na Cidade do Cabo.

No seu discurso, Ramaphosa destacou, por outro lado, que “existe a realidade de uma população jovem que tem acesso à educação como nunca antes” e as potencialidades do país “são ilimitadas”.

Segundo Cyril Ramaphosa, 720.000 estudantes receberam financiamento do Estado para frequentar o ensino superior no ano passado.

No início do discurso, prestou homenagem ao ex-Presidente sul-africano Nelson Mandela. O país comemora esta semana o 30.º aniversário da libertação de Mandela da prisão.

Depois, referiu tratar-se de um discurso “sobre crescimento inclusivo”.

“Trata-se de ações críticas que tomámos este ano para construir um Estado capaz e colocar a nossa economia no caminho da recuperação. Este ano, resolveremos o que é fundamental, procurando áreas críticas de crescimento”, garantiu.

Sobre as restrições no fornecimento de eletricidade que o país tem sido alvo, o Presidente disse que os “apagões são inevitáveis”, mas devem ser feitos “de maneira previsível de forma a minimizar as interrupções e os custos para empresas e famílias”.

“Isso teve um impacto nos esforços para reconstruir a economia e na criação de emprego”, considerou, prometendo “medidas para permitir que os municípios com boa situação financeira adquiram a sua própria energia a produtores independentes”.

O chefe de Estado sul-africano anunciou que o Governo vai abrir um concurso público para produtores independentes de energia renovável, sem precisar uma data.

Ramaphosa anunciou que a estatal elétrica Eskom iniciou o processo de desmantelamento das suas atividades operacionais, nomeadamente geração, transmissão e distribuição.

“Cada área terá a sua própria administração e estruturas de gestão”, declarou.

Segundo Ramaphosa, o Governo vai ainda finalizar um projeto de lei sobre mudanças climáticas, que “fornecerá a estrutura regulatória para a gestão eficiente dos impactos das mudanças climáticas”.

O discurso do chefe de Estado começou com hora e meia de atraso devido à intervenção do partido EFF (esquerda radical), chefiado pelo antigo líder da Juventude do ANC, partido no poder.

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