O documento foi assinado hoje, na capital angolana, no âmbito da Conferência Internacional sobre Financiamento do Desenvolvimento Económico, enquadrada na 35.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA) 2019, que decorre até sábado na capital angolana.

Foram signatários do compacto o ministro da Economia e Planeamento de Angola, Pedro Luís da Fonseca, a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro, e o vice-presidente do BAD Mateus Magala.

A "plataforma de financiamento" que envolve o BAD, Portugal e os seis PALOP conta já com a garantia de Portugal avaliada em 400 milhões de euros, considerada "muito expressiva e significativa" pela secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal.

Para Teresa Ribeiro, que falava aos jornalistas no final da cerimónia de assinatura do também denominado Compacto Lusófono, referiu que a contribuição do Estado português "é um sinal muito claro do empenho de Portugal e na sua confiança absoluta neste compacto".

"E na sua confiança absoluta de que os nossos parceiros, que são PALOP, saberão aproveitar toda a oportunidade que o compacto pode oferecer na promoção do crescimento económico e melhorar a prosperidade em África e dar resposta as questões de criação de empregos", frisou.

Segundo a governante, Portugal, ao colocar essa garantia "tão significativa" neste instrumento, "deixa a iniciativa privada aos impulsos do mercado, aqueles que serão os grandes projetos que devem dar expressão aos objetivos do compacto".

“A nossa missão é reforçar o relacionamento económico que temos com os PALOP onde as nossas empresas estão de uma forma muito expressiva e o que queremos é mais negócios e produção de riqueza", referiu.

De acordo com Teresa Ribeiro, "se não houvesse risco não era necessária garantia e essa é uma condição indispensável, porque se Portugal não acreditasse no potencial dos países que integram o compacto, seguramente não estaria de uma forma significativa no compacto".

"Essa plataforma, iniciativa lançada no final de 2017 pelo BAD e o Governo português, surge para ajudar a estruturar soluções e fazer chegar dinheiro à economia dos nossos países parceiros", concluiu Teresa Ribeiro.

A FILDA, que teve início na terça-feira na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, a 25 quilómetros do centro de Luanda, cumpre hoje o seu segundo dia, dedicado a Portugal, que participa no certame a convite da organização.

"Dinamizar o setor privado e promover o crescimento económico" é o lema do certame, que conta com a participação de 22 países e 785 expositores.

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