O valor do barril, de referência da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) iniciou assim o mês de junho em forte alta, depois de ter atingido em média 25,7 dólares em maio e 17,66 dólares em abril.

Apesar da acentuada valorização, ainda está longe dos mais de 66 dólares em média que marcou em dezembro passado.

Analistas citados pela Efe atribuem o aumento de 4,67 dólares na segunda-feira à possibilidade de a OPEP+ (OPEP e 10 produtores aliados, incluindo a Rússia) decidirem prolongar por mais dois meses os cortes em vigor desde 1 de maio até 30 de junho.

Estes cortes, no valor de 9,7 milhões de barris por dia, foram acordados em abril pelos ministros da aliança OPEP+ com o objetivo de compensar o colapso da procura provocado pelo confinamento imposto para travar a expansão da COVID-19 e a consequente paralisação das economias em todo o mundo.

O pacto selado na última teleconferência do grupo contempla a limitação dos fornecimentos durante dois anos, mas prevê a suavização do mesmo faseadamente: o corte de 9,7 milhões de barris por dia cairá para 7,7 milhões entre julho e dezembro de 2020 e depois para 5,8 milhões entre janeiro de 2021 e abril de 2022.

Ou seja, significaria um aumento de 2 milhões de barris por dia a partir do próximo mês e até o final do ano em relação ao nível atual, desde que não haja ‘luz verde’ para uma extensão das quotas atuais agora, uma expectativa falada no mercado antes da próxima reunião virtual da OPEP+ convocada para 9 e 10 de junho.

Num telefonema, o presidente russo, Vladimir Putin, e o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman, reafirmaram na semana passada a disposição de continuar a cooperar para reequilibrar o mercado de petróleo.

“Os preços foram apoiados pelas notícias de uma conversa telefónica entre o presidente Putin e o príncipe saudita Mohamed bin Salman durante o qual os dois líderes concordaram em prolongar esforços coordenados na OPEP+ para estabilizar os mercados do petróleo”, disse Yousef M. Alshammari, presidente do conselho consultivo da CMarkits, na sua análise semanal.

Esta expectativa foi reforçada no final de semana com a notícia de que o atual presidente da organização e ministro da Energia da Argélia, Mohamed Arkab, enviou uma carta aos colegas do grupo para propor uma antecipação da teleconferência para 4 de junho.

Segundo os analistas, a data proposta por Arkab – no dia 4 – permitiria que muitos dos países envolvidos no corte notificassem os seus clientes em tempo útil – de acordo com os vários contratos – de possíveis novos ajustamentos dos seus fornecimentos em julho.

No entanto, até ao meio-dia de hoje, o secretariado da OPEP em Viena não tinha confirmado ou negado uma alteração das datas, enquanto a chamada para a próxima semana se mantém no site oficial da organização.

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