"Este é um problema antigo que afecta o fluxo de caixa e reduz a capacidade de aumentar a rotação do produto e vendas", refere a CTA, num comunicado publicado hoje no `website´ da organização.

Além de outras entidades privadas, o Estado está entre os principais clientes que não pagam atempadamente as faturas referentes a bens e serviços prestados por pequenas e médias empresas, de acordo com a CTA.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma, citado no comunicado, entende que os atrasos e falta de pagamentos são um "grande desafio para as pequenas e médias empresas", considerando que há ainda muito por fazer para garantir a estabilidade do sector.

"Estes aspectos são sinais de que, apesar da recuperação que o país está a apresentar, os fundamentos da economia doméstica ainda estão fracos para sustentar o crescimento do setor produtivo tradicional", concluiu Agostinho Vuma.

Vuma disse ainda que "o crédito concedido às empresas continua a cair, embora o ritmo de queda no segundo trimestre de 2018 seja menor que o do primeiro trimestre".

"As perspectivas de crescimento do sector financeiro podem ser ainda maiores se conseguirmos aumentar a sua participação nas transacções dos grandes projectos", referiu.

Com o incremento projectado de megaprojetos de gás natural e extracção de minerais, abre-se uma janela de oportunidade para as pequenas e médias empresas moçambicanas, mas a falta de certificação internacional e capacidade técnica tem sido um entrave.

As multinacionais são muitas vezes obrigadas a importar equipamentos, consumíveis e serviços a fornecedores estrangeiros, por falta de empresas que lhe garantam essa oferta em Moçambique.