O responsável da Inami adiantou que entre as empresas que suspenderam a atividade incluem-se a Montepuez Ruby Mining (MRM), que opera reservas de rubis na província de Cabo Delgado, norte do país, a Minas de Benga, que detém uma concessão de carvão mineral na província de Tete, centro, e a Twigg Forest, que explora grafite em Cabo Delgado.

"São empresas de vulto no setor mineiro que paralisaram a atividade, devido à COVID-19, o que vai, certamente, ter impacto no volume de produção", adiantou Sênvano.

A brasileira Vale, prosseguiu a mesma fonte, também se viu obrigada a reduzir a produção de carvão mineral em Tete, devido aos efeitos do novo coronavírus.

"Para além daquelas três empresas, temos outras de dimensão inferior com licenças de prospeção e pesquisa, bem como certificados mineiros, que também enfrentam dificuldades", sublinhou o diretor-geral do Inami.

A suspensão da atividade mineira está a gerar incerteza em relação à manutenção de postos de trabalho, continuou Adriano Sênvano.

As empresas que mantêm a sua operação estão a trabalhar com restrições impostas no quadro do estado de emergência imposto no âmbito da prevenção da pandemia de COVID-19.

O impacto do novo coronavírus também reduziu os pedidos de licenciamento para a atividade mineira em Moçambique. No primeiro semestre deste ano, foram submetidos 144 pedidos de licenciamento mineiro contra 177 em igual período de 2019.

O país regista um total acumulado de 737 casos de infeção pelo novo coronavírus, com cinco óbitos e 181 recuperados.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 468 mil mortos e infetou quase 9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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