A FoA, organização criada em 2014 e sediada em Washington, manifestou àquela instituição bancária mundial preocupação com “a falta de informação em relação aos fundos e projetos que o banco Mundial está a planear implementar em Angola”.

Numa nota a que a agência Lusa teve hoje acesso, a ONG salienta que solicitou mais informações sobre as partes interessadas, com as quais o Banco Mundial tem estado a consultar sobre os projetos em Angola, além do Governo angolano.

“Ao contrário dos acordos e projetos opacos em Angola, a FoA espera que o Banco Mundial seja mais aberto com os seus projetos em Angola”, lê-se na nota.

A organização alega no documento que “tentou por várias vias obter mais informações sobre o empréstimo e os projetos que estão a ser implementados em Angola, mas os escritórios do Banco Mundial em Angola e em Washington DC ainda não responderam ao pedido”.

“A FoA gostaria de lembrar ao Banco Mundial que o preço que muitos angolanos pagaram e continuam a pagar como resultado da corrupção e lavagem de dinheiro é uma ameaça à humanidade e aos valores da democracia em Angola e em todo o mundo”, sublinha a organização.

A ONG tem a sua ação virada para o aumento da consciência da comunidade internacional sobre os desafios da República de Angola e apoio à sociedade civil angolana nos Estados Unidos da América e no exterior, apoiando na formação e recursos essencialmente de jovens mulheres e ex-combatentes.

Em março deste ano, o Governo angolano anunciou um financiamento de 1.500 milhões de dólares (1.300 milhões de euros), do Banco Mundial, para os próximos três anos.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.