Segundo o Chefe do Estado moçambicano, a relação politica e diplomática, por muito boa que seja, só terá sentido e seu real valor se conseguir impulsionar uma cooperação económica empresarial geradora de benefícios que mudem para melhor a vida dos cidadãos.

“Como governo, estamos cientes que ainda há muitos obstáculos que têm constrangido o fluir normal de investimentos para a nossa mãe Pátria. Por isso, temos estado empenhados a introduzir reformas estruturais para criar condições para o bom florescimento de negócios no país”, disse.

O Presidente da República falava esta terça-feira, em Genebra, na abertura do Fórum empresarial Moçambique/Suíça, no qual participaram mais de 40 empresários nacionais, um evento promovido pela Confederação das Associações Económicas (CTA), no âmbito da visita oficial de quatro dias que Nyusi efectua a este país europeu, desde Domingo.

O estadista moçambicano assegurou, ainda, que o governo continuará, com firmeza, o processo de introdução de reformas facilitadoras de negócios, tendo em vista simplificar, cada vez mais, os negócios, melhorar a competitividade económica e eliminar as barreiras à entrada de novos operadores no mercado.

Com o objectivo de criar melhores sinergias para o investimento estrangeiro e maior igualdade de oportunidades, segundo Nyusi, foram introduzidas, em 2017, algumas medidas para assegurar flexibilidade e celeridade nas transições cambiais para exterior.

“Estas medidas conferem maior responsabilidade a todos os intervenientes nas transações cambiais”, explicou o Presidente da República, acrescentando que elas têm um efeito multiplicador incomensurável na dinamização dos investimentos em Moçambique, quer sejam para agentes económicos estrangeiros quer sejam para nacionais.

“Esperamos que através deste evento criemos sinergias em torno das parcerias que explorem as nossas potencialidades e oportunidades para criar negócios viáveis”, afirmou.

Na ocasião, Nyusi incentivou os empresários suíços das áreas industriais e de serviços a despoletarem mudanças com impacto positivo na vida dos moçambicanos, aproveitando, por exemplo, o enorme mercado existente em Moçambique, por via de agro-indústria, transporte e logística, petróleo e gás, serviços financeiros, infraestruturas de gestão da água, turismo, entre outros.

O Chefe de Estado elogiou a organização do evento considerando ser uma importante e permanente plataforma para a interação entre a classe empresarial dos dois países em matéria de negócios e investimentos.

Alias, recuando na história, Nyusi expôs quão longa é a convivência entre cidadãos moçambicanos e suíços, que remonta desde o século 18, quando foi registada a presença de missionários, comerciantes e trabalhadores de companhias, algumas das quais permaneceram mesmo após a independência do país, em 1975, a exemplo da BOROR, na província central da Zambézia.

Recordou que Moçambique beneficiou dos primeiros projectos suíços em 1979, abarcando os sectores de agua e saúde.

“Quando assumimos destinos do Estado em 2015, como Chefe do Estado, a Federação suíça era 14/o dos países com maior investimento em Moçambique, com pouco menos de seis milhões de dólares americanos. Hoje, constatamos com júbilo que a Suíça consta da lista dos 10 países com maior investimento directo estrangeiro no nosso solo pátrio, ocupando a sexta posição com mais de 19.6 milhões de dólares norte-americanos, em 2017”, explicou.

Nos últimos cinco anos, segundo revelou, foram aprovados 22 projectos que podem criar mais cinco de mil postos de trabalho, envolvendo investidores privados suíços no valor acima de um bilião de dólares norte-americanos, nas áreas de construção, industria, serviços, agricultura, entre outras.

“Assim, com a realização deste fórum empresarial, acreditamos que estamos a construir uma ponte para fortalecimento das relações económicas e comerciais entre os nossos dois países, que terá impacto positivo na economia e na vida do povo moçambicano”, sublinhou o Chefe de Estado.

Ainda esta terça-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Relações Internacionais e Diplomacia, pela Escola de Diplomacia de Genebra, pela sua liderança em prol de desenvolvimento do país e, sobretudo, o seu empenho na busca da paz efectiva e duradoira.

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