Após a passagem do ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique a 14 de março e causou um total de 603 vítimas mortais, tendo afetado mais de 1,5 milhões de pessoas, surge agora o alerta de tempestade tropical intensa que pode atingir Cabo Delgado e Nampula, no norte do país esta quinta-feira.

Face a esta situação, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades moçambicano pediu a activação do alerta vermelho.

Através do Portal das Comunidades, do Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu entretanto um comunicado em que recorda que, devido ao ciclone Idai, se mantêm dificuldades de circulação e de comunicação em algumas zonas do país, nomeadamente em Sofala.

O Governo acrescenta também que, desde outubro de 2017, têm sido noticiados vários ataques e incidentes graves na província de Cabo Delgado, “alegadamente praticados por um movimento insurgente de matriz islâmica, com impacto ao nível da segurança e ordem públicas”, nos distritos de Mocímboa da Praia, Macomia, Palma, Nangade e Quissanga.

“A instabilidade e insegurança verificadas na província impõem reforçados cuidados de segurança, recomendando-se que as deslocações se limitem ao imprescindível. Desaconselha-se a permanência nas áreas mais afetadas”, frisa o Governo no alerta, destacando a importância dos viajantes de informarem os consulados-gerais de Portugal em Moçambique das suas deslocações ao país.

Governo Moçambicano anuncia interrupção de aulas em Cabo Delgago

O Ministério da Educação de Moçambique anunciou hoje a interrupção das aulas nas escolas das cidades de Cabo Delgado devido ao ciclone Kenneth, que poderá atingir o norte do país na quinta-feira.

As aulas estão interrompidas a partir de hoje e os alunos só retomam na segunda-feira, informa-se num comunicado do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano de Moçambique.

1,3 milhões de euros para fazer face a novo ciclone

Entretanto, foi avançado que Moçambique precisa de 100 milhões de meticais (1,3 milhões de euros) para assistir eventuais vítimas do ciclone Kenneth, que deverá atingir o norte do país na quinta-feira, segundo as autoridades, que emitiram um alerta vermelho.

"Nós fizemos um levantamento preliminar daquilo que serão as necessidades e estão estimadas em cerca de 100 milhões de meticais", disse a diretora-geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), Augusta Maita, falando à margem do Conselho Coordenador da instituição.

De acordo com a diretora-geral do INGC, parte dos meios que estavam alocados para a província de Sofala (centro de Moçambique), afetada pelo ciclone Idai há um mês, serão alocados para a província de Cabo Delgado, no norte do país.

"Esta é uma previsão, mas logo que tivermos uma indicação clara do impacto do ciclone poderemos fazer uma atualização do que é necessário", declarou Augusta Maita.

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