O anúncio, feito na noite de terça-feira pelo FMI, refere que este passo vai permitir a publicação de "dados macroeconómicos essenciais" através do NSDP, fornecendo informação crítica e de fácil acesso a responsáveis políticos nacionais e a partes interessadas moçambicanas e estrangeiras.

Segundo o comunicado, tornar a informação mais acessível, em formatos que possam ser lidos tanto por pessoas como por computadores e mediante um calendário previsto de publicação, "permitirá que todos os utilizadores tenham acesso simultâneo a dados pontuais", trazendo mais transparência à informação e reduzindo os custos de Moçambique na comunicação de dados a outros órgãos.

O e-GDDS foi lançado pelo Conselho Executivo do FMI em maio de 2015, substituindo o GDDS criado em 1997, com o objetivo de apoiar a melhoria da transparência dos dados, encorajar o desenvolvimento estatístico e ajudar a criar sinergias entre a disseminação de dados, formulação de políticas e assistência técnica.

Para o diretor do departamento estatístico do FMI, Louis Marc Ducharme, este é uma etapa importante para o desenvolvimento estatístico em Moçambique.

"Congratulo as autoridades pelo lançamento do NSDP, [é] um importante marco para a divulgação de dados", acrescentando: "Estou confiante de que Moçambique beneficiará do uso do e-GDDS enquanto estrutura para o desenvolvimento adicional do seu sistema estatístico".

O comunicado indica que para este processo, Moçambique beneficiou de um projeto para a melhoria da divulgação de dados, financiado pelo Departamento para o Desenvolvimento Internacional do Reino Unido.

Entre os dados fornecidos pelo Governo de Moçambique ao FMI e que constam no e-GDDS, encontra-se o Produto Interno Bruto (PIB), o Índice de Preços no Consumidor, Operações da Administração Central, sínteses Monetária e do Banco Central, Dívida Externa, Balança de Pagamentos, Reservas Internacionais e Taxas de Câmbio, entre outros.

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