Organizadores e parceiros depositam alta expectativa, considerando que o evento vai ajudar a tomar importantes decisões de investimento no emergente mercado imobiliário do país.

O Director Geral da African Property Investiments (API), Kfir Rusin disse que, dado ao sucesso do MozamReal, no ano passado, a organização tem recebido várias manifestações de interesse por parte de investidores da comunidade internacional e espera, por isso, que o fórum este ano volte a testemunhar o anúncio de novos negócios na indústria imobiliária de Moçambique.

“No ano passado, o mercado foi difícil para muitos, mas o número de marcas nacionais e internacionais em parceria connosco é evidência de uma melhoria no sentimento, impulsionado pelos projetos de GNL e investimento no mercado por grandes fundos e Bancos. Este ano vamos explorar como as empresas se podem posicionar, no que se espera, venha a tornar-se um dos mercados imobiliários de destaque em África nos próximos cinco anos”, disse.

A visão optimista de Rusin é compartilhada pelo presidente da Merdidian 32, Manuel Vieira, que acredita que o recente aumento nas consultas de mercado é impulsionado pela expectativa do anúncio iminente das 'Decisões Finais de Investimento' tanto pela ExxonMobil como pela Anadarko.

"Absolutamente, se Moçambique tiver disponibilidade de capital para fazer uma aposta com vista a uma estratégia de saída de cinco a sete anos, o país é o lugar certo para se estar e o momento é agora”, remata.

Apesar do optimismo em torno do sector imobiliário, Manuel Vieira recomenda à prudência e para a compreensão dos fundamentos do mercado moçambicano.

"É um mercado feito para compradores. Inicialmente, esperamos que o impulso se reflicta nos segmentos de Escritórios e Residencial. O Retalho virá com um atraso de 24 meses até que o consumo privado e os níveis de rendimento das famílias aumentem novamente. A Logística terá um investimento significativo, mas será principalmente localizada longe das províncias do sul, uma vez que estas infraestruturas serão erguidas ao lado dos projetos extractivos e do gás”, finaliza.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.