"Está cá uma missão do FMI para ver onde estamos [em termos de situação macroecónimca] e analisar os melhores instrumentos de ajuda a Moçambique", declarou Adriano Maleiane.

A presença de técnicos daquela instituição financeira internacional faz parte de consultas regulares com o executivo sobre a situação do país, assinalou Maleiane, quando falava numa conferência organizada pelo Financial Times.

O ministro da Economia e Finanças adiantou que a missão enquadra-se no âmbito do Artigo IV, um instrumento que o FMI utiliza ao abrigo da assistência técnica a Estados que a solicitam e que não inclui ajuda financeira.

Questionado sobre a possibilidade de o Governo pedir auxílio financeiro ao FMI, Adriano Maleiane foi lacónico, assinalando apenas que as duas partes sempre analisam a melhor forma de cooperação.

"Posso dizer que o FMI está disponível a discutir a melhor forma de cooperação connosco", enfatizou Maleiane.

O FMI suspendeu em 2016 a ajuda financeira ao país, na sequência da descoberta de dívidas secretamente avalizadas pelo anterior Governo a favor de empresas públicas ligadas à pesca e segurança marítima.

Por seu turno, o representante do FMI em Moçambique, Ari Aisen, considerou boa a cooperação com o país, assinalando o empenho das autoridades com a transparência e boa governação face ao escândalo das dívidas ocultas.

"A descoberta das dívidas ocultas tornou consistente a necessidade do fortalecimento da boa governação e transparência", frisou Ari Aisen.