O repto foi lançado hoje, em Maputo, durante a visita do ministro à Câmara do Comércio de Moçambique (CCM).

“Tem que ser o sector empresarial, de forma organizada, e individual, a embarcar connosco contra o comércio ilegal. O Estado pode mudar o director da fronteira ou das alfândegas, mas isso resolve totalmente o problema? Temos a sensibilidade que não”, afirmou o Ministro.

Na ocasião, ele explicou que a acção pode ser feita em conjunto entre o governo e os empresários, sublinhando que cada um deverá cumprir cabalmente o seu papel.

O combate ao comércio ilegal, segundo o ministro, deve ser levado de forma acérrima, sobretudo pelos empresários, embora reconheça que toda sociedade é lesada pelo crime.

Sem revelar números, o governante referiu que o comércio ilegal tem lesado não apenas aos empresários, mas também ao Estado moçambicano, através da ausência do pagamento dos impostos.

Ragendra de Sousa reconheceu, por outro lado, que este crime não será totalmente erradicado de dia para noite, “não vai acabar. Vai reduzir”, afirmou.

Durante a visita, também exortou aos empresários para evitarem corromper os funcionários e agentes do Estado durante a tramitação de sua documentação nas instituições estatais.

“Pedimos aos senhores empresários que têm documentos para levantar ou despachos: Não paguem “refrescos”, por favor. Pagar refrescos não ajuda a ninguém. Nem a vocês, nem ao Estado, nem a moralização da sociedade”, vincou.