As duas províncias compreendem 66 por cento de veículos com chapas estrangeiras, de um universo de seis mil, novecentos e noventa e um apurados.

O porta-voz das Alfândegas de Moçambique, Fernando Tinga, disse, ao divulgar a informação, que o fenómeno explica-se pela proximidade com a África do Sul, de onde é proveniente grande parte desses veículos.

“A economia moçambicana tem uma dependência directa com a economia sul-africana. Do mesmo jeito que nós temos maior expressão de importação de outros produtos vindos daquele país, comparativamente aos outros países do mundo, temos também a entrada de viaturas a partir de lá. São carros que vêm com mineiros, com cidadãos moçambicanos que vivem na África do Sul, ou com alguns que vivem em Moçambique, mas por alguma razão deslocam-se à África do Sul para fazerem aquisição de viaturas”, elucida.

Segundo Tinga, do trabalho em curso, para a regularização das viaturas, já foram submetidas ao processo duzentas e cinquenta e quatro.

“Deste universo, 53,2% são da província de Maputo e as restantes distribuem-se por outras regiões do país”, sublinhou.

O processo de regularização de veículos com matrícula estrangeira, por um período de graça, iniciou a 1 de Outubro e deverá durar 5 meses, com o seu término previsto para o dia 28 de Fevereiro de 2019.

A regularização dos veículos pode ser efectuada junto à direcção nacional das Alfândegas, assim como em todas as direcções provinciais da instituição.