"No total, são 20 mil clientes que foram afetados por esta avaria", disse Luís Amado.

A avaria ocorreu na segunda-feira e deveu-se às chuvas fortes que caíram naquela noite nas cidades de Maputo e Matola.

A subestação que avariou abastece os bairros de Laulane, Ferroviário, Albazine, Mahotas, Magoanene, 3 de Fevereiro e Malhazine.

"Conseguimos ter uma solução alternativa que foi montar uma subestação móvel que está desde já a abastecer estes bairros, na medida em que precisaremos de mais tempo para resolver definitivamente o problema", explicou o porta-voz.

A chuva que caiu na segunda-feira destruiu várias infraestruturas nas cidades de Maputo e Matola e a circulação de comboios na linha de Ressano Garcia, que liga Moçambique e África do Sul, estava, até o início da tarde de quarta-feira, interrompida.

O Governo moçambicano emitiu um alerta laranja, que serve para intensificar as ações de monitorização e prontidão na assistência das populações afetadas pelas chuvas que caem um pouco por todo país.

Para fazer face ao atual período chuvoso em Moçambique, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidade precisa de mil milhões de meticais (mais de 14 milhões de euros).

As autoridades moçambicanas preveem para a época de chuvas 2017/2018 três cenários distribuídos pelo território moçambicano, nomeadamente chuva, ventos fortes e seca.

Entre outubro e abril, Moçambique é atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral, mas, paradoxalmente, o sul do país é igualmente afetado por secas prolongadas.

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