Apesar de já existirem seguradoras a prestar este tipo de serviços em Macau, geralmente "cobrem apenas as atividades de exportação de Portugal e do Brasil, com base em considerações de risco político", explicou o presidente da AMCM, citado num comunicado oficial.

Após vários estudos, a AMCM lançou o plano "apólice bancária", que assegura os 'factoring business' das empresas de Macau através dos bancos,"para resolver o problema de risco de crédito da exportação de países de língua portuguesa de alto risco", numa medida que pretende apoiar a construção da plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e o bloco lusófono, indicou.

Chan Sau San falava numa sessão de esclarecimento organizada pela AMCM e pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) e que reuniu cerca de 100 representantes do setor.

Com a criação desta "apólice bancária", as empresas de Macau podem comprar seguros relativos às dívidas a receber das suas atividades de exportação, junto da companhia de seguros e dos bancos participantes, para proteger o risco de cobrança da empresa.

As apólices bancárias "cobrem os riscos comerciais (falência, insolvência) e riscos políticos, abrangendo o comércio de exportação em mais de 200 países, incluindo em todos os países de língua portuguesa", é referido no mesmo comunicado.

A criação deste sistema estava já patente nas "linhas gerais do planeamento para o desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau", documento divulgado por Pequim em fevereiro passado.

Em 2017, a seguradora de créditos portuguesa Cosec e a Autoridade Monetária de Macau assinaram um protocolo que lançava as bases para criar "uma agência de crédito à exportação para apoiar empresas que pretendam operar nos países lusófonos".

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