De acordo com um comunicado da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), no mês passado “chegaram a Macau 16.133 visitantes”, o que representa um decréscimo de 99,5%, em termos anuais.

Apesar disso, o mês de maio representou um crescimento de 46,1% em relação a abril, com o território a receber no mês passado 9.115 turistas e 7.018 excursionistas.

O período médio de permanência dos visitantes aumentou 4,1 dias em relação a maio de 2019, para 5,3 dias, subindo 12,4 dias no caso de turistas, rondando os 14,7 dias.

A DSEC justificou o aumento do período de permanência com “as medidas de observação médica aplicadas aos visitantes”, já que Macau impõe uma quarentena de 14 dias à maioria das pessoas entradas no território, incluindo residentes.

As restrições às viagens, instauradas para combater a pandemia de covid-19, tiveram impacto igualmente na diminuição do número de visitantes chegados de avião, com apenas 71 pessoas a entrarem no território por via aérea.

Em maio, a maioria dos visitantes (91,7% do total) eram provenientes da China continental, uma redução de 99,4% em termos anuais.

Nos cinco primeiros meses do ano, a DSEC indicou que entraram no território pouco mais de 3,2 milhões de visitantes, menos 81,1% que no período homólogo do ano passado. O número de turistas caiu 80,7% no mesmo período.

A maioria dos visitantes nos cinco primeiros meses do ano vieram da China continental (cerca de 2,3 milhões), Hong Kong (651.380) e Taiwan (81.302).

O território registou ainda 13.469 entradas dos Estados Unidos, 7.904 da Austrália e 6.175 do Canadá.

No ano passado, Macau recebeu quase 40 milhões de visitantes.

Macau foi dos primeiros territórios a identificar casos de infeção com a COVID-19, antes do final de janeiro. O território registou uma primeira vaga de dez casos, a partir de janeiro, e outra de 35, a partir de março.

O território está sem registar novos casos desde 09 de abril, e atualmente não tem qualquer caso ativo, depois de o último paciente ter recebido alta hospitalar em 19 de abril.

Globalmente, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 445 mil mortos e infetou mais de 8,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.523 pessoas das 37.672 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde portuguesa.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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