“Foi um ano em que reforçámos a rentabilidade, a liquidez e a estrutura de capital. Globalmente foi um bom ano para o BCI em Moçambique”, referiu Paulo Sousa, presidente da Comissão Executiva do Banco Comercial e de Investimentos (BCI, de capitais portugueses), durante uma sessão de apresentação de resultados, em Maputo.

O contexto é marcado por “níveis modestos de crescimento da actividade económica e da procura interna”, refere o banco, em comunicado, onde diz ter feito uma “adaptação à conjuntura que o país atravessa”.

A contribuir para os resultados esteve o crescimento de 7,6% do produto bancário (ou seja, ganhos conseguidos diretamente com a atividade bancária).

“Ao nível do negócio não há qualquer tipo de queda, há até um crescimento relevante”, referiu Paulo Sousa.

O banco regressa assim, este ano, à distribuição de dividendos aos acionistas, após um interregno, reservando um quarto do lucro para o efeito, sendo o restante incorporado.

A incorporação de resultados vai permitir ao banco ter um rácio de solvabilidade de 22,61%, sendo que a instituição tem um rácio de liquidez de 45,59%, acima do mínimo de 25% exigível pelo banco central.

O BCI fechou o ano com uma quota de 25,54% dos activos do mercado em Moçambique, apresentando-se na sessão de hoje “na primeira posição no sistema bancário”, destacou, com crescimento do número de clientes e de contas distribuídas por 203 agências e unidades de negócio pelo país – 55 em zonas rurais.

O lucro líquido do banco já tinha subido 74% em 2017.

Paulo Sousa espera que 2019 possa ser um ano de retoma, com o BCI pronto a responder “com liquidez”, de olho das “decisões finais de investimento” que se esperam nos megaprojetos de exploração de gás natural, na expectativa de que sirvam para “catapultar a actividade económica”.

O BCI é detido a 97% pelos bancos portugueses Caixa Geral de Depósitos (CGD, através da Parbanca SGPS) e BPI.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.