"Ainda não está garantido se iremos avançar com a perfuração em 2019. O que estamos agora a fazer é a analisar os dados da pesquisa sísmica que foi realizada no ano passado e se esses dados forem favoráveis, potencialmente a Kosmos e os seus parceiros poderão avançar com a perfuração", disse Jon Kappon, vice-presidente e diretor-geral da empresa.

Em setembro do ano passado a Kosmos Energy apresentou ao Governo o resultado da pesquisa sísmica realizado nos blocos 5, 6, 11 e 12 da ZEE e nessa altura avançou finais do primeiro trimestre do próximo ano como período provável para iniciar as perfurações.

"Ainda é muito cedo para falarmos dos resultados das pesquisas sísmicas, ainda estamos a analisá-los, mas os primeiros dados recolhidos parecem ser promissores, mas mesmo assim não suficientes para garantir se iremos ou não avançar com a perfuração", acrescentou Jon Kappon.

O vice-presidente e diretor-geral para são Tomé e Príncipe da Kosmos Energy falava durante um seminário restrito sobre técnicas de perfuração de poços de petróleo, organizado pela Agência Nacional de Petróleos, em parceria com a Galp Energia, Kosmos e British Petroleum.

As pesquisas feitas no ano passado abrangeram uma área de 16 mil quilómetros, considerado na altura como o maior programa sísmico realizado na África Ocidental.

Essas pesquisas, segundo a Kosmos têm "dados positivos", mas a empresa prefere não entrar em euforia.

A petrolífera americana sublinha que mesmo avançando para as perfurações, isso ainda não garante a exploração de petróleo, porque serão necessários estudos adicionais para definir a quantidade do produto encontrado. Mas o governo defende que é necessário o país preparar-se.

O ministro das Obras Públicas, Recursos Naturais e Ambiente são-tomense, Carlos Vila Nova, defendeu, no entanto, que o seu país deve preparar-se para entrar na fase de exploração petrolífera, apesar não querer "alimentar expetativas exageradas" sobre a exploração do petróleo no país.

"Nós temos que nos preparar, nunca estivemos preparados nem para as primeiras fases. É um percurso. Até aqui estamos a fazê-lo bem e progressivamente nós vamos fazendo-o porque também não podemos pôr a carroça a frente dos bois, é preciso ter os pés bem assentes no chão e saber que tudo é possível", disse Carlos Vila Nova.

O governante explicou que na ZEE já se atingiu uma fase de programa em que se pode "começar a perfurar” para saber se se passa à fase de exploração.

“Muito provavelmente tudo indica que em 2019 se começam a fazer furos em São Tomé e Príncipe que nos darão indicação se podemos fazer exploração ou não”, disse.

O governo manifesta-se expectante com a possibilidade da Kosmos Energy iniciar perfuração de poços de petróleo em São Tomé e Príncipe, em 2019 uma operação complexa que vai permitir a recolha de informação para a elaboração do estudo de impacto ambiental.

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