O índice de preços ao consumidor (IPC) da China, o principal indicador da inflação, registou um crescimento homólogo de 2,7%, no mês passado, segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas chinês.

Este aumento deveu-se sobretudo aos preços da carne suína, que subiram 18,2%, face ao mesmo mês do ano anterior.

Mais de um milhão de suínos foram abatidos desde que o primeiro caso de peste foi registado em agosto passado, segundo o Ministério chinês da Agricultura.

Em abril passado, a mesma fonte previu uma subida homóloga de 70% no preço da carne suína no país, ao longo do segundo semestre de 2019.

A peste suína africana não é transmissível aos seres humanos, mas é fatal para porcos e javalis. A atual onda de surtos começou na Geórgia, em 2007, e espalhou-se pela Europa do leste e Rússia, antes de chegar à China, em agosto passado.

Nos últimos meses, Pequim insistiu que estava tudo sob controlo, mas os surtos acabaram por se alastrar por todo o país. Apenas a ilha de Hainan, no extremo sul do país, e as regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong, não registaram ainda casos.

As autoridades chinesas autorizaram, desde o final do ano passado, os matadouros portugueses Maporal, ICM Pork e Montalva a exportar para o país.

As estimativas iniciais apontavam que as exportações portuguesas para China se fixassem em 15.000 porcos por semana, movimentando, no total, 100 milhões de euros.

Visto pelos produtores portugueses como o "mais importante" acontecimento para a suinicultura nacional "nos últimos 40 anos", a abertura do mercado chinês deverá ter efeitos inflacionários em Portugal.

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