O índice de gestão de compras (PMI, na sigla em inglês) caiu cinco décimas, face ao mês anterior, e fixou-se nos 49,3 pontos, detalhou a mesma fonte.

Quando se encontra acima dos 50 pontos, o indicador de atividade da indústria manufatureira sugere uma expansão do setor, pelo que abaixo dessa barreira pressupõe uma contração.

Em 2019, o PMI expandiu-se apenas em março e abril, 50,5 e 50,1 pontos, respetivamente. No mês passado registou sinais de recuperação ao subir três décimas, em relação a agosto, para 49,8 pontos.

Este índice é tido como um importante indicador mensal do desenvolvimento da segunda maior economia do mundo.

O subíndice que calcula a procura por trabalhadores pelas empresas manufatureiras recuperou 0,3%, para 47,3 pontos, enquanto os de novos pedidos e reservas de matérias-primas caíram.

O GNE avançou ainda os dados da indústria não manufatureira, cujo índice de gerente de compras atingiu os 52,8 pontos, em outubro, uma queda de quase um ponto, em comparação com os 53,7 pontos de setembro.

Trata-se do valor mais baixo daquele indicador nos últimos três anos.

O subíndice que mede a atividade dos serviços caiu para 51,4 pontos, depois de se ter fixado nos 53 pontos, em setembro, enquanto as expectativas de negócios naquele setor aumentaram para 59,3 pontos, em relação aos 59,3 pontos do mês anterior.

O analista do GNE Zhao Qinghe observou que houve uma "rápida expansão" em setores como o transporte aéreo e ferroviário, empresas bancárias e de seguros, todos com índices acima dos 65 pontos.

O indicador para o setor da construção fixou-se nos 60,4 pontos, em relação aos 57,6 de setembro, retornando a um "nível relativamente alto de expansão".

Para a consultora Capital Economics, os dados são piores do que o esperado, o que revela que "a melhoria registada no final do terceiro trimestre não marcou o início de uma recuperação sustentada".

"O declínio nos novos pedidos para exportação indica uma desaceleração adicional", afirmou a consultora, em comunicado.

A economia chinesa cresceu 6%, no último trimestre, o ritmo mais lento em quase 30 anos, mas quase o dobro do crescimento médio mundial.

Pequim enfrenta uma guerra comercial com Washington, que restringiu o acesso da China a tecnologia dos EUA e subiu as taxas alfandegárias sobre mais de metade das importações oriundas do país asiático.

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