O governante afirmou que os atacantes usam as vias terrestre e marítima para entrar e saír do território moçambicano, uma indicação implícita de que a génese da insurgência naquela província nortenha de Moçambique tem raízes externas.

Mtmuke destacou que a Marinha de Guerra tem um papel fundamental nos esforços para impedir a sua movimentação.

Há mais de dois anos que praticamente todos os distritos nortenhos de Cabo Delgado têm sido afectados pelas acções dos insurgentes, provocando situações de insegurança.

Mas para o ministro moçambicano da Defesa Nacional, o cenário tende a alterar-se.

“Nos últimos dias, as forças de defesa e segurança têm vindo a infligir golpes duros aos malfeitores, e estão determinadas a continuar a combatê-los sem tréguas, de modo a restabelecer a paz, ordem e segurança públicas nos distritos do norte de Cabo Delgado”, afirmou Salvador Mtumuke.

Contudo, alguns analistas dizem que tendo em conta a gravidade da situação provocada pelos atacantes, com pessoas decapitadas, habitações incendiadas e infraestruturas destruidas, “as autoridades devem encontrar uma solução para este clima hostil, clima negativo que não ajuda a paz, a tranquilidade e que também não favorece o ambiente económico”.

Dados divulgados pela imprensa moçambicana estimam em cerca de duzentos e cinquenta o número de pessoas mortas, na sequência dos ataques perpetrados por insurgentes armados, cujos líderes, de acordo com as autoridades governamentais ainda não têm rosto.

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