O grupo de ‘handling’ (assistência em terra), que está presente em aeroportos como o Heathrow e Gatwick, em Londres, disse hoje num comunicado que terá de reduzir a sua dimensão para sobreviver à crise.

Um porta-voz da Swissport disse à AFP que o grupo estava mesmo a considerar a possibilidade de reduzir cerca de 4.500 postos de trabalho no total, tal como foi referido anteriormente pelos meios de comunicação britânicos, que citaram um ‘email’ da administração.

“A epidemia de COVID-19 fez-nos muito mal”, afirmou Jason Holt, o chefe do grupo para o Reino Unido e a Irlanda, no comunicado.

Holt explica que as dificuldades começaram com a falência da companhia aérea regional britânica Flybe em março, uma das primeiras vítimas da crise sanitária.

Posteriormente, o encerramento do tráfego aéreo durante o confinamento conduziu a um declínio da sua atividade, o que levou a uma queda de 75% do volume de negócios em maio.

Mas a partir de agora, “simplesmente não há aviões suficientes para que o nosso negócio continue como antes da COVID-19 e isso acontecerá ainda durante algum tempo”, disse Holt.

A Swissport emprega 8.500 pessoas no Reino Unido que prestam serviços de assistência em terra, relacionados com a bagagem dos passageiros e o ‘check-in’.

O sindicato Unite classificou o anúncio de “devastador”, especialmente para os aeroportos regionais e para a economia local, e reiterou o seu apelo para a ajuda do Governo.

Estes cortes de postos de trabalho surgem depois de múltiplos planos sociais em companhias aéreas como a easyJet, Virgin Atlantic, British Airways e Ryanair.

O aeroporto de Heathrow lançou um plano de despedimentos voluntários, sem que fosse quantificado.

Um estudo realizado no início de junho estimou que, nos próximos dois a três meses, pelo menos 70.000 postos de trabalho na indústria aérea britânica estarão em risco devido à pandemia da COVID-19, numa escala equivalente à experimentada pela indústria do carvão na década de 1980.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.