O documento está em discussão desde terça-feira no parlamento.

Os recursos externos inscritos no Orçamento de Estado representavam 14,2% do PIB em 2014 e caíram para 8,4% em 2015.

Sofreram depois nova descida para 7,5% em 2016, ano do corte de ajudas directas ao orçamento por diversos países, na sequência do escândalo das dívidas ocultas do Estado.

A tendência foi sempre decrescente até 2018 (6,1% do PIB), prevendo-se que créditos e donativos cresçam para 7% do PIB no próximo ano, totalizando cerca de mil milhões de euros.

A subida é justificada “essencialmente pelo aumento dos recursos para projectos de investimentos confirmados pelos parceiros de cooperação”.

A proposta do OE para 2019 prevê receitas a rondar 249 mil milhões de meticais para uma despesa total de 340 mil milhões de meticais.

O défice global (em percentagem do PIB) deverá subir de 8,1% previsto para este ano para 8,9% em 2019, sobretudo devido às despesas acrescidas com as eleições gerais de 15 de Outubro e com o arranque de investimentos na área do gás natural.