“Terá de haver um envolvimento com a legislação e com o conteúdo do contrato de exploração”, explicou, em declarações à imprensa, o secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, segundo um comunicado.

O Governo já garantiu que não quer prolongar mais o prazo dos contratos de concessão do jogo no território e prometeu um concurso público em 2022.

De acordo com o responsável da pasta da Economia, as futuras empresas do jogo irão também assumir mais responsabilidades sociais.

Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal. Atualmente, operam no território seis concessionárias: Sociedade de Jogos de Macau, fundada pelo magnata Stanley Ho, Galaxy, Venetian, Melco Resorts, Wynn e MGM.

A meses de concluir o mandato do quarto governo da região administrativa especial, Leong sublinhou que a sua pasta vai continuar a preparar as entidades para o futuro concurso público.

Para Leong, a diversificação das indústrias de Macau tem sido um “trabalho importante” do Governo, “especialmente face à mudança do ambiente económico a nível mundial, em 2019”.

Assim, e perante a “incerteza constante” dos mercados, - com o agravamento da tensão comercial China/Estados Unidos – o Governo vai continuar a reforçar a capacidade financeira e competitiva do território, disse.

Os casinos de Macau fecharam o mês de abril com receitas de 23.588 milhões de patacas (2.605 milhões de euros), menos 8,3% do que no mesmo mês do ano passado. Analistas ouvidos pela Lusa consideram que as receitas da indústria estão a diminuir devido à desaceleração económica na China, o que se reflete na desconfiança dos grandes apostadores.

Na sexta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão de crescimento da economia de Macau, em 2019, e recomendou novas políticas fiscais para reduzir a dependência das receitas do jogo.

O governante indicou ainda que a tutela da economia e finanças vai continuar a realizar “de forma ativa” os trabalhos legislativos relacionados com as áreas laboral e patronal – nomeadamente para garantir mais benefícios aos trabalhadores.

E, por fim, a promover a integração de Macau na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, nomeadamente através de “novas áreas dedicadas aos jovens e às pequenas e médias empresas”.

O projeto da Grande Baía prevê construir uma metrópole mundial a partir de Hong Kong, Macau e nove cidades da província chinesa de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares norte-americanos - maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

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