O número foi avançado pelo coordenador do Gabinete de Infraestruturas e Transportes (GIT), Ho Cheong Kei, na conferência de imprensa do Conselho Executivo para apresentar o projeto de regulamento administrativo sobre a constituição da Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, S.A.

A futura sociedade vai ser responsável pela “construção e manutenção das infraestruturas e dos equipamentos destinados à operação do sistema de metro ligeiro”, cuja primeira linha vai entrar em funcionamento ainda este ano, explicou o porta-voz do Conselho Executivo, Leong Teng Heng.

O Governo justificou a constituição de uma sociedade de capitais públicos com “as dificuldades encontradas” no decurso “das obras de construção das infraestruturas do metro ligeiro”, prometido e idealizado há mais de uma década. O regulamento administrativo deverá entrar em vigor após a publicação de Boletim Oficial.

Os três acionistas, o Governo da região administrativa especial chinesa, o Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização e o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e Tecnologia vão avançar com um capital social de 1,4 mil milhões de patacas (153,2 milhões de euros).

A futura sociedade vai substituir o atual Gabinete de Infraestruturas e Transportes (GIT), onde trabalham 93 pessoas, desconhecendo-se ainda se estes funcionários vão ser integrados na futura empresa ou em outros organismos da função pública de Macau, disse Ho Cheong Kei.

No início deste ano, o executivo indicou que as derrapagens e os atrasos na construção do metro de superfície são “problemas do passado”, apesar de alguns deputados terem manifestado receios de que o projeto “se torne no ‘elefante branco’ do século”.

Numa nota divulgada na quarta-feira, o Gabinete para as Infraestruturas de Transportes (GIT) adiantou que a “construção da linha da Taipa já se encontra praticamente concluída”.

Em janeiro, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, tinha afirmado que o orçamento desta primeira linha era de 11 mil milhões de patacas, tendo sido gastos “até agora cerca de nove mil milhões de patacas”.

O metro ligeiro de Macau, automático, sem condutor, com tração elétrica e sobre carris de betão, divide-se entre a ilha da Taipa e a península de Macau.

Sobre as outras linhas de metro, não se sabe ainda os custos que poderão ter, nem os moldes em que serão construídas.

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