O vice-presidente do BAD, Sheirf Khaled, afirmou que a exploração de gás natural pode melhorar as condições económicas das populações, fazer com que Moçambique tenha mais receitas e contribuir para um nível mais alto de excedente orçamental, “e nesse ponto, o país pode pensar na criação de um Fundo Soberano”.

Há cerca de dois meses, o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, afirmou que o país vai criar um Fundo Sobeano, com receitas do gás, cujo montante ainda não foi definido.

Entretanto, para o político moçambicano, Yaqub Sibindy, “trara-se de uma tentativa de criar uma burguesia de forma não transparente, por parte da Frelimo”.

Por seu lado, o economista António Francisco considera que um fundo soberano é importante, mas deve ter regras de governação transparentes, em que os recursos provenientes da exploração de gás natural possam ser usados para o benefício de todos, sobretudo para a protecção social.

Por seu turno, o economista João Mosca diz que o Fundo Soberano pode ajudar o país a diminuir os efeitos negativos do mercado internacional sobre a economia, fazer uma maior estabilização da taxa de câmbio e dar uma maior segurança e cobertura à economia nacional, mas isso só é possível se a gestão for transparente e não politizada.

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