“Teremos a oportunidade de mobilizar um verdadeiro pacote financeiro e assistencial para garantir que a epidemia não se propague a regiões ou subcontinentes não contaminados hoje, mas que amanhã podem ser um novo risco para nós”, disse o chefe da diplomacia francesa à Assembleia Nacional, referindo-se ao próximo Conselho Europeu de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia, agendado para quinta-feira.

Este pacote tem como objeto a ”cooperação internacional e o apoio indispensável a dar aos países terceiros mais vulneráveis, porque vão precisar dele muito rapidamente”, afirmou Jean-Yves Le Drian, acrescentando: “E estou a pensar em África em particular”.

“É uma questão de solidariedade, mas também de interesse para a nossa segurança”, sublinhou.

A União Europeia também está a trabalhar no regresso dos europeus retidos em muitos países, devido ao encerramento das fronteiras, em ações conjuntas na área da saúde, em particular na compra de equipamento de proteção, e num plano maciço de apoio à economia, revelou.

Os profissionais de saúde estão preocupados com a África subsaariana, onde já foram confirmados vários casos de infeção pela covid-19 em cerca de 40 países e onde as infraestruturas médicas são muitas vezes inadequadas.

África registava, segundo os mais recentes dados, 58 mortes devido ao novo coronavírus, aproximando-se dos 2.000 casos em 45 países e territórios.

Os números neste continente continuam a ser bastante baixos em comparação com os números globais da pandemia, mas a progressão do vírus é rápida, os testes são insuficientes e os serviços de gestão de crises estão mal preparados ou não estão preparados para a pandemia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.

Os países mais afetados a seguir à Itália e à China são a Espanha, com 2.696 mortos em 39.673 infeções, o Irão, com 1.934 mortes num total de 24.811 casos, a França, com 860 mortes (19.856 casos), e os Estados Unidos, com 499 mortes (41.511 casos).

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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