"As repercussões do ciclone Kenneth vão exacerbar as dificuldades ficais, que vão requerer uma reafetação de recursos orçamentais para gastos fundamentais em edifícios e na reabilitação de infraestruturas, incluindo escolas, e assistência humanitária para os pobres afetados", lê-se num comunicado emitido pelo líder da missão, Montfort Mlachila, que visitou as Comores entre os dias 10 e 21 de junho.

A visita do FMI às Comores pretendia explorar uma potencial ajuda financeira de emergência ao país através do Instrumento de Crédito Rápido (RCF, na sigla inglesa) e do Instrumento de Financiamento Rápido (RFI, na sigla inglesa).

O pedido das Comores para uma eventual assistência do FMI, baseado nas considerações preliminares desta missão, deve ser submetido ao Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional até meados do próximo mês.

O líder da missão do Fundo Monetário Internacional naquele arquipélago localizado no extremo norte do canal de Moçambique considerou que os custos para a assistência de emergência e de reconstrução são "significativos" e que o apoio do FMI "vai ajudar a endereçar as necessidades de financiamento imediatas".

Montfort Mlachila refere ainda que as autoridades das Comores pretendem "fortalecer a transparência, a governação e a responsabilidade", tendo sido já criado um comité interministerial para coordenar a reconstrução pós-ciclone, a assistência humanitária e as decisões relacionadas com os gastos neste sentido.

A missão do FMI reuniu-se com o Presidente das Comores, Azali Assoumani, representantes do Banco Central das Comores, membros dos ministérios - incluindo ministros - das Finanças e Orçamento e Economia e Planeamento e com o secretário permanente da Unidade de Reforma Económica e Financeira.

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