Com cerca de dois mil expositores e 160 mil visitantes de 20 países esperados, a FACIM é a maior montra de negócios e prestação de serviços do país.

Jorge Fernandes, Presidente da Associação Comercial da Beira (ACB), instituição assídua na feira, considera que o nível de organização da presente edição da FACIM, além de possibilitar maior celeridade no intercâmbio comercial, demonstra a pujança económica do país.

“Logo após a inauguração, saímos para o terreno e conseguimos parcerias. Temos projectos perspectivados, mas também comprometidos”, jubilou, destacando o intercâmbio com empresas internacionais.

“Visitei o pavilhão de Portugal, onde estabelecemos linhas de cooperação, com entidades portuguesas da nossa área. Estive igualmente no pavilhão do Brasil, que não tem representação na área do associativismo, o que não impediu uma interacção proveitosa”, disse.

Por seu turno, Arfineza Pilelau, representante da estreante Moz Carbon, que se apresenta como “amiga do ambiente”, acredita que a presença na FACIM vai catapultar a disseminação dos produtos da empresa.

“A exposição traz a componente da explicação e isso permite maior aproximação aos nossos clientes”, argumenta.

A Moz Carbon é vocacionada para o fabrico e comercialização de utensílios domésticos ecológicos tais como o fogão a carvão denominado “mbaúla”. “Emitem menos fumo e são extremamente económicos. Contrariamente aos fogões tradicionais,  este vem sem riscos de causar problemas respiratórios, sendo, inclusive, adequado manuseá-lo dentro de casa, sem temer que suje as paredes, por exemplo, por isso o nosso público alvo são as famílias”, explicou Pilelau.

Na arena internacional, o SAPO visitou o pavilhão de Portugal, um dos países que maior participação tem nas edições da FACIM, desta feita com uma delegação composta por um grupo de 45 empresários, encabeçados pela fundação AIP, em parceria com a AICEP e o governo português.

Infra-estruturas, agro-alimentar, tecnologias de informação e energia são as principais áreas da delegação lusitana em exposição.

“Portugal tem um vasto conhecimento nessas áreas e pode aportar mais valias, em conjunto com as empresas moçambicanas”, explicou Jorge Oliveira, da Fundação AIP.

Oliveira mostrou-se confiante, alegando ser notório o posicionamento de Moçambique num ciclo de crescimento.

“Isso é muito importante. Trazemos, por essa razão, empresários para perceberem em que medida podem apoiar os projectos, nessa vaga de crescimento, sobretudo nas áreas do gás e da agricultura”.

A 54.ª edição da FACIM arrancou na segunda-feira e decorre até domingo, com o lema "Moçambique e o mundo: alargando o mercado, potenciando investimentos, promovendo parcerias".

O evento é organizado pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX).

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