"O início está previsto para abril de 2020. O projeto compreende, atualmente, dois poços de prospeção (com uma estimativa de 45 dias por poço), mais um poço opcional", lê-se num convite à manifestação de interesse para o fornecimento de equipamentos.

A Exxon Mobil procura um navio, "com pessoal qualificado para perfuração a uma profundidade de 2.500 metros de água".

Os trabalhos vão decorrer nos blocos de exploração A5-B (bacia de Angoche), Z5-C e Z5-D (bacia do Zambeze).

Os três blocos, situados sensivelmente na zona centro da costa moçambicana (que tem cerca de dois mil quilómetros de extensão), foram atribuídos em outubro a um consórcio liderado pela Exxon Mobil, após um concurso internacional lançado pelo Governo moçambicano, em 2014, em Londres.

Além da Exxon Mobil, com 50% de participação, o consórcio para prospeção inclui a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, empresa estatal moçambicana) com 20%, a Rosneft com 20% e a Qatar Petroleum com 10%.

"A nossa ambição é trabalhar com o Governo moçambicano, com o objetivo de desenvolver o potencial do país, garantindo, ao mesmo tempo, que os recursos beneficiem também as comunidades", afirmou Jos Evens, diretor geral da ExxonMobil em Moçambique, na altura.

A petrolífera já está presente noutro consórcio que deverá começar a explorar gás natural na Área 4, norte do país, a partir de 2022.

Os parceiros da Área 4 são a Eni (25%), a ExxonMobil (25%), a CNPC (20%), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (10%), Kogas (10%) e Galp Energia (10%).

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