Segundo dados das alfândegas da China hoje divulgados, as exportações cresceram 6,7%, enquanto as importações subiram 0,3%, alargando o excedente comercial do país para 530 milhões de yuan (69.907 milhões de euros).

Nos primeiros três meses do ano, as trocas comerciais entre a China e o exterior cresceram 3,7%, o que representa uma desaceleração de 5,7%, em relação ao crescimento registado no mesmo período de 2018.

Durante aquele período, a China vendeu e comprou bens num total de 7,01 biliões de yuan (924.374 milhões de euros).

China e Estados Unidos impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares das exportações de cada um.

Em causa está a política de Pequim para o setor tecnológico, nomeadamente o plano "Made in China 2025", que visa transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas nacionais, enquanto as protege da competição externa.

Esta semana, os dois lados acordaram a criação de "agências de fiscalização" para garantir a implementação de um eventual acordo comercial, removendo um obstáculo fundamental nas negociações.

Julian Evans-Pritchard, economista da Capital Economics na China, advertiu que a subida das exportações reflete sobretudo os efeitos do feriado do ano novo lunar, a principal festa das famílias chinesas, que todos os anos calha numa altura diferente.

E afirmou que, mesmo que EUA e China cheguem a um acordo, o "crescimento global deve permanecer fraco", pelo que uma "forte recuperação" das exportações chinesas é "improvável".

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