"A adoção de outros produtos financeiros não bancários aumentou em 31% e estes é que contribuíram em grande medida", disse Esselina Macome, diretora executiva da Financial Sector Deepening Moçambique, uma das entidades envolvidas na pesquisa.

O resultado consta do Relatório do Inquérito aos Consumidores de Serviços Financeiros (FinScope 2019), uma pesquisa que abrangeu um total de 5.073 agregados familiares em Moçambique.

Embora tenha sido registada uma redução na exclusão financeira, a pesquisa indica que 79% da população adulta - com mais de 16 anos - (estimada em 14,19 milhões) não está ainda "bancarizada" e, entre vários motivos, destaca-se a falta de documentação e literacia financeira, bem como a falta de rendimento suficiente.

"Cerca de um terço dos adultos não têm controlo de gastos, renda ou orçamento devido à falta ou a renda irregular", refere-se no relatório.

Por outro lado, no relatório alerta-se que o "tempo para alcançar os pontos [de acesso aos serviços financeiros] continua um desafio, principalmente nas zonas rurais".

Os esforços para a inclusão financeira em Moçambique têm estado entre as prioridades do executivo moçambicano, com o Banco de Moçambique (BM) e parceiros a desenvolverem iniciativas para garantir que mais pessoas tenham acesso a estes serviços, principalmente nas zonas rurais.

Em fevereiro, o BM lançou uma plataforma que facilita o acesso e expansão de serviços financeiros nas zonas rurais, um sistema eletrónico que vai localizar agências bancárias, microbancos e cooperativas de crédito online.

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