Da América vem uma numerosa delegação integrando cerca de 400 empresários..

O empresariado moçambicano diz que o encontro vai ser uma oportunidade para estabelecer parcerias com empresas de outros países, sobretudo as americanas, mas reconhece que não tem estado a explorar, ao máximo, as oportunidades previstas no âmbito do Acesso Livre de Impostos da Lei de Oportunidade de Crescimento para África-AGOA.

Os dados indicam que apenas um milhão dos 100 milhões de dólares de exportações moçambicanas para os Estados Unidos da América tiram proveito da AGOA. “É lamentável”, disse o Presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Estados Unidos, Evaristo Madime, sublinhando que Moçambique precisa de exportar mais para os Estados Unidos.

Organizada pelo Governo de Moçambique, em parceria com o Corporate Council on Africa-CCA, a principal associação comercial dos Estados Unidos para a promoção de negócios com África, e a Confederação moçambicana das Associações Económicas-CTA, a cimeira vai debater vários aspectos da área económica, mas terá uma certa focalização em segmentos de óleo e gás, agro-negócios, infraestruturas e construção.

O Adido Económico da Embaixada Americana em Maputo, Damon Dubrid, diz que é exactamente nestes sectores onde existem muitas oportunidades de investimento, em Moçambique, sobretudo no domínio da energia. “Há um bom ambiente para investimento”, destacou Dubrid.

Entretanto, durante a cimeira, Moçambique e os Estados Unidos da América vão assinar um Memorando de Entendimento na área comercial, cobrindo, segundo o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, as áreas de Agricultura e Pescas, Infraestruturas, Energia e Turismo, bem como a componente financeira.

Para o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, a cimeira EUA-África é importante, porque vai ser uma oportunidade para Maputo reafirmar que está empenhado em reformas económicas que promovam o crescimento da economia.

Espera-se que a décima segunda cimeira económica Estados Unidos-Africa tenha a participação de cerca de dois mil homens de negócios americanos e africanos, para além de figuras políticas, incluindo 10 Chefes de Estado e de Governo de África.

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