Segundo o diretor-executivo da CTA, Eduardo Sengo, os danos ao tecido empresarial da região centro de Moçambique incluem a destruição de infraestruturas, equipamentos e mercadorias.

"As empresas dessa região têm de suportar dois tipos de danos: os diretos, que são as infraestruturas, equipamentos e mercadorias, e os indiretos, que têm a ver com os fluxos financeiros que cessaram devido à paralisação da atividade económica", declarou Eduardo Sengo, falando na conferência "Conjuntura atual e perspetivas económicas 2019".

A indústria é o setor que mais foi atingido pelo ciclone, com prejuízos de cerca de 36 milhões de dólares, seguida do agronegócio, com cerca de 30 milhões de dólares, e do comércio, com cerca de 29 milhões.

A construção, prestação de serviços, hotelaria e restauração, avicultura, pescas, panificação também sofreram os efeitos do Idai, acrescentou.

O ciclone, prosseguiu, tirou 12 mil postos de trabalho só nas grandes empresas.

Moçambique foi assolado por dois ciclones em menos de duas semanas, entre março e abril, o Idai no centro e o Kenneth no norte.

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